MINHA HISTÓRIA - MENINA EVANGÉLICA (CONTINUAÇÃO)

 Voltando ao ponto de onde parei…

O resultado disso é que eu ficava fazendo os exercícios de um jeito mal feito. 

Não foi por querer, mas porque estava muito desconcentrada. Passaram-se uns 

minutos enquanto eu tentava me concentrar…

Até que senti as mãos dele na minha cintura. E me senti completamente diferente 

das outras vezes. Meu corpo arrepiou. Fiquei mais vermelha.

– Está tudo bem?

 Ele falou perto do meu rosto, por trás, levemente baixinho.

– Sim, prof.

– Você está tensa. Não está se concentrando? Aconteceu algo?

 Acho que ele estava mais com medo da minha reação que qualquer coisa.

– Não, prof.

 Ele conduzia meus braços, levantava minhas pernas apoiando pela parte de baixo 

das coxas e orientando sobre o movimento. Estava tentando ser bem profissional, 

acho que era pra que eu pensasse que não tinha nada de errado no que vi. Mas eu, 

sendo safadinha como era, sabia que nenhuma menina ia sentir um dedo passando na 

sua xaninha sem sentir nada.

 O restante dessa aula, ele deu mais atenção a mim. Me acompanhava nos 

movimentos, me orientava detalhadamente. Tudo sempre muito profissional.

 Mas como eu ainda não tinha voltado ao normal, ele me passou uma sequência de 

passos para treinar que não exigia tanto esforço… Fui relaxando no decorrer da 

aula e voltei a acertar meus passos, mas não esquecia o que vi. Já pensava em ir 

em casa me tocar lembrando daquilo.

 Quase no fim da aula, fomos para a sequência de alongamento e relaxamento.

 No alongamento, ele fez par comigo. Continuava me dando atenção para eu 

“esquecer o que vi”.

Uma das sequências de exercícios era para alongar a coluna. Sentávamos no chão, 

um de frente para o outro, e segurávamos nos braços mutuamente. Enquanto um 

deitava com as costas no chão, o outro era forçado a alongar o corpo para 

frente, sentado. E depois íamos invertendo.

 Acontece que eu esqueci do fundo descosturado do collant. Esqueci 

completamente. E fiz o exercício de frente para o prof. Embora estivesse usando 

a saia por cima do collant, ela era curta e claro que não cobria quando eu 

deitava.

 Eu notei que ele me olhava diferente, mas não entendia o porquê. Achei que era 

por causa do ocorrido.

 Depois desse exercício, o próximo era sentar, ficar com a coluna ereta e 

encostar a sola dos pés uma na outra, para alongar os músculos da coxa. E 

segurávamos os pés, para forçar os cotovelos sobre as coxas e forçar ainda mais 

a abertura das pernas.

 Cada um podia fazer esse exercício sozinho, mas ele permaneceu de frente pra 

mim. Me posicionei, comecei meu exercício e notei ele olhando fixamente para o 

meio das minhas pernas. Quando olhei pra baixo, vi que a saia estava pra trás, o 

fundo descosturado do meu collant estava aparecendo e, por um buraco enorme, 

dava pra ver minha xaninha quase peladinha aberta. Instintivamente joguei a saia 

por cima. Acho que mudei de cor. Fiquei pálida, roxa, verde, não sei… Mas ele me 

olhou sorrindo e riu:

– Relaxe, está tudo bem.

– Desculpe, prof.

– Não se preocupe, está tudo bem. Acontece. Não precisa ter vergonha de mim.

 Ele falou baixinho, pra ninguém mais ouvir nem saber o que aconteceu.

 Seguimos o exercício e de vez em quando eu ainda conferia se a saia estava no 

lugar, pois ele voltava a olhar para o meio das minhas pernas.

 Depois desse exercício, ele disse que o próximo seria deitar no chão, de 

barriga para cima, e o parceiro de exercícios ajudaria o colega a levantar uma 

perna o máximo que pudesse, para alongar os músculos da parte de trás da coxa.

 Quase morri quando ele falou isso. Não teria como me cobrir com a saia. Mas ele 

fingiu que não fazia diferença e eu quase morri de nervoso. E, sem dar tempo de 

eu protestar, ele veio por trás de mim, me puxou delicadamente pelos ombros, me 

fazendo deitar no chão e depois veio pra frente, forçando minha perna para o 

alto, assim como as meninas fizeram com seus pares.

 Eu fingi que estava em outro lugar, que não estava mais ali. Nem sei como não 

tive uma síncope de tanta vergonha. Olhava pra ele, via ele olhar para o meio 

das minhas pernas. Ele fez o alongamento orientando as demais em voz alta, 

fazendo uma contagem lenta para o tempo de alongar e baixar a perna.

 Eu ouvia aquela voz “4, 3, 2, 1… relaxar… 4, 3, 2, 1… voltar…” e parecia que 

estava a quilômetros de mim, porque fui pra Nárnia me esconder da vergonha.

 Depois de fazer a sequência das duas pernas, alongando umas quatro vezes cada 

uma, eu pensei que ia acabar o tormento. Mas em vez disso ele se ajoelhou na 

minha frente, dizendo para não levantar, e orientando as meninas a fazer o mesmo 

que ele.

“Agora, vamos alongar com o joelho dobrado, para cima, encostando no peito, 

depois para o lado”.

Vocês conseguem vislumbrar o que eu passei?

 Aquele homem, ajoelhado na minha frente, vendo minha xaninha pelo buraco do meu 

collant. Enquanto erguia minha perna até o joelho encostar no peito, contava 

4,3,2,1 olhando para minha xana, como se eu não estivesse ali. Depois abria 

minha perna para o lado, me fazendo ficar arreganhada. Eu sentia o buraco se 

abrir ainda mais, e ele com certeza via o interior da minha xaninha, aberto, 

vermelhinho da cor que era.

 Eu nem encarava ele, olhava de relance e via ele com o olhar fixo nela. Quando, 

vez por outra, nossos olhares se cruzavam, ele dava um sorriso e uma piscadinha.

 Meu coração não se acalmava, ficava disparado o tempo todo. Ele fez com uma 

perna, depois com a outra, até que enfim disse: “pronto, agora invertam as 

posições”.

Graças a Deus tinha acabado. Porque como ele era meu par, eu não precisava 

repetir com ele o exercício. Quando enfim tive coragem de respirar, olhei para a 

legging dele e o volume era enorme. Nenhuma delas via, porque ele 

estrategicamente escolheu o lugar mais no fundo pra nós dois, de um jeito que 

todas as meninas só viam as costas dele. Mas, de mim, não tentou esconder.

“Enquanto vocês terminam eu vou ao banheiro”.

Corri também para o banheiro. Quase morri. Não dei uma palavra. Arrumei minhas 

coisas e já fui direto sentar perto da porta de saída, para esperar meu pai. 

Como era sexta-feira, ele chegaria mais cedo, porque saía antes do trabalho. 

Sentia meu rosto arder de vergonha, mas também sentia algo arder no meio das 

minhas pernas.

 Enquanto elas terminavam e arrumavam suas coisas, ele veio andando até onde eu 

estava, se ajoelhou na minha frente alisando minha franja e começou a falar:

– Está tudo bem?

– Sim.

– Você está chateada com algo?

– Não.

– Não precisa ficar com vergonha, viu? Acontece de descosturar o collant. E eu 

não me importei, afinal de contas, você é muuuito linda.

 Ele falou isso dando uma certa ênfase no muita, mas me fez arrepiar. Porque eu 

sabia que ele estava elogiando o que viu.

 Nessa hora, comecei a pensar por outro lado. Mas afinal de contas, eu gostava 

de safadeza! Por que estava com tanta vergonha? Pela primeira vez um homem tinha 

visto o que eu nunca mostrei pra ninguém. Fui pensando no lado safado da coisa e 

comecei a sentir uma umidade enorme no meio das pernas… Eu estava tão molhada 

que conseguia sentir o melzinho escorrer nas minhas pernas.

 Meu pai chegou e eu fui pro carro. De lá, vi o professor olhando pra mim, acho 

que pensando se eu voltaria. Dei um sorriso encabulado pra mostrar que estava 

tudo bem, ao que ele respondeu abrindo um sorriso enorme.

 Não esqueci aquilo nem um segundo. Tinha aula três vezes por semana: segunda, 

quarta e sexta. Como era uma sexta, teria que esperar até segunda para a 

próxima. Uma longa espera!


 Passei o fim de semana inteira revivendo a experiência. Deitei na minha cama 

várias vezes repetindo o movimento do alongamento, fechando os olhos e 

imaginando que ele estava olhando minha xana.

 Me toquei muito, pensando que ele me tocava.

 Meu clitóris ficava tão inchado e a xaninha tão ensopada que era delicioso 

ficar me tocando. Cheguei a colocar a pontinha do dedo dentro e mexer, 

imaginando que era ele. E foi longa e excitante a espera até a segunda.

 (continua)

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